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O Ano em que me Escolho: porque a parentalidade começa em mim


Há uma frase que me acompanha há muito tempo: a parentalidade começa em mim.

Durante anos, tentei ser a mãe que imaginava que devia ser: disponível, paciente, sempre pronta, sempre forte. Mas a verdade é que nenhuma de nós consegue sustentar uma maternidade consciente quando vive desligada de si própria.

2025 foi muito desafiante emocionalmente e, muitas vezes, apesar de praticar o autocuidado, senti-me assoberbada. E, é por isso que, este ano, a minha intenção é escolher-me. Não como fuga, mas como fundação.


Escolher-me é reconhecer que eu também sou pessoa

Ser mãe não apaga a mulher que existe antes da maternidade. Não apaga as necessidades, os limites, os sonhos, o corpo que pede descanso, a mente que precisa de silêncio, o coração que precisa de cuidado.

Quando me escolho, não estou a retirar nada aos meus filhos. Estou a oferecer-lhes algo que só eu lhes posso dar: uma mãe inteira.

Uma mãe que sabe parar antes de explodir. Uma mãe que reconhece quando está cansada. Uma mãe que pede ajuda. Uma mãe que repara quando erra. Uma mãe que se trata com a mesma gentileza que deseja ensinar.


A parentalidade consciente não nasce do sacrifício — nasce da presença

E presença não é estar sempre. Presença é estar de verdade.

É olhar para os meus filhos e ver mais do que o comportamento. É escutar o que eles não conseguem dizer. É perceber que a minha regulação é o chão onde eles aprendem a regular-se.

Mas para isso, preciso de cuidar da minha energia. Preciso de me escolher.


Quando me escolho, a relação transforma-se

Porque deixo de reagir no automático. Deixo de educar a partir da culpa. Deixo de tentar controlar o que não precisa de controlo.

E começo a educar a partir da consciência. Começo a responder à necessidade. Começo a criar espaço para vínculos seguros.

A verdade é simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: quando cuido de mim, cuido da relação. E esta sem sido a minha máxima nos últimos anos.


O convite para este novo ano

Se há algo que desejo para mim e para ti, que me lês, é isto:

Que 2026 seja o ano em que te escolhes sem culpa. O ano em que percebes que o teu bem‑estar não é um luxo, é uma necessidade relacional. O ano em que te permites descansar, pedir ajuda, dizer não, reparar, recomeçar. O ano em que te tratas com a mesma compaixão que ofereces aos teus filhos.

Porque a maternidade consciente não começa no que fazemos por eles. Começa no que fazemos por nós.

E quando nos escolhemos, a família inteira respira melhor.


Feliz 2026! Que a presença seja um presente constante e que tu sejas a tua escolha.

 
 
 

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